"Somos nós, com os nossos passos, que vamos fazendo o nosso próprio caminho. Há quem corra demasiado depressa e perca a alma no trajecto, há quem mude de ideias e arrisque um atalho, há quem não saiba escolher a melhor direcção quando chega a uma encruzilhada, há quem deixe pedras pelo caminho para não se perder, se precisar de voltar para trás.
Não sei que espécie de caminhante sou, para onde vou, não sei. Nem sei para onde vais. Nem tu sabes. Pode ser que um dia acordes com uma luz nova, uma força desconhecida que te vai trazer até mim… Sei que há uma força estranha que me faz correr para ti, embora nunca, em nenhuma circunstancia, corra atrás de ti, porque não posso, não me é permitido interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida. Isso, terás que ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, se assim o entenderes. Será que sentes a mesma força?" Margarida Rebelo Pinto
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amas só por amar. Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se poder amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...pra me encontrar...
- Hoje percorri o olhar entre aquelas prateleiras cheias de novos livros, todos à espera que peguem e sejam lidos, amados, escritos, vividos, pois têm muitas histórias para contar.
- Hoje encontrei os sonetos de Florbela Espanca e trouxe-os comigo para casa...e mais um livro de uma grande escritora portuguesa (Rosa Lobato Faria)
- Hoje deixei Florbela Espanca ler-me este soneto em que diz que vale a pena amar, ousa amar hoje, agora...sempre!
Amas só por amar. Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se poder amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder...pra me encontrar...
- Hoje percorri o olhar entre aquelas prateleiras cheias de novos livros, todos à espera que peguem e sejam lidos, amados, escritos, vividos, pois têm muitas histórias para contar.
- Hoje encontrei os sonetos de Florbela Espanca e trouxe-os comigo para casa...e mais um livro de uma grande escritora portuguesa (Rosa Lobato Faria)
- Hoje deixei Florbela Espanca ler-me este soneto em que diz que vale a pena amar, ousa amar hoje, agora...sempre!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Saudades
Saudades! Sim...talvez...e porque não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que pensava vê-lo até à morte
Deslumbrar-me a luz do coração!
Esquecer! Para quê?...Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, não nos importe,
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais decididamente me lembrar de ti!
E quem me dera que fosse sempre assim!
Quanto menos quisesse recordar
Mais saudades andasse presa a mim!
Florbela Espanca
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Paredes de pedra

A chuva cai lá fora, o vento sopra e trás o frio de Inverno com ele. Já há muito que o Verão continuava a fazer braço de ferro com o Inverno, pois queria ficar por mais tempo aqui neste lugar bem no canto da Europa.
Hoje refugiei-me entre aquelas paredes antigas que tanto conheço, corredores intermináveis que percorri na minha infância e que ainda hoje percorro, na busca de algo mais, na crença de um Amor maior e numa felicidade plena.
Hoje neste mesmo lugar encontrei o conforto de palavras concretas e directas que me fazem encontrar rumo neste momento onde o nevoeiro debate-se para ficar.
Hoje oiço: "não perguntes porque?", "mas para que?".
Hoje neste mesmo lugar encontrei o conforto de palavras concretas e directas que me fazem encontrar rumo neste momento onde o nevoeiro debate-se para ficar.
Hoje oiço: "não perguntes porque?", "mas para que?".
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Novos silêncios
Há silêncios que se prolongam, rumos distintos são traçados e tomados.
Existem realidades que começam a revelar-se. Há confrontos que tomam forma. Pois os olhares, silêncios, conversas intermináveis que sossegam ao som de suspiros quando as respostas continuam sem lugar, abrem espaços para a luz entrar.
Há silêncios que segredam e fazem despertar o mundo adormecido.
Existem realidades que começam a revelar-se. Há confrontos que tomam forma. Pois os olhares, silêncios, conversas intermináveis que sossegam ao som de suspiros quando as respostas continuam sem lugar, abrem espaços para a luz entrar.
Há silêncios que segredam e fazem despertar o mundo adormecido.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Fim da etapa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao fim.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está a jogar nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo.
Encerrando ciclos.
Feche a porta, sacuda a poeira.
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 3 de junho de 2011
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